A cinco meses do ínicio dos Jogos Olímpicos, foi divulgado pela China que um grupo de separatistas uigures (povo que vive na China, caracterizando-se por serem mulçumanos e por falarem uma língua do ramo turco), tentaram concretizar um ataque terrorista que iria afectar o evento. Ocorreu também um desvio e tentativa de derrube de um avião, apesar de o governo chinês ainda não utilizar a palavra "terrorismo" para definir este incidente.Num raide efectuado pela polícia a 27 de Janeiro, foram confiscadas armas e detidas 15 pessoas que se preparavam para um ataque aos Jogos Olímpicos. Contudo, apenas ontem, dia 9 de Março, foi divulgada a neutralização do atentado algo que não deixou de ser surpreendente, uma vez que não é comum a China dar a conhecer os seus problemas internos.
Não é a primeira vez que os Jogos Olímpicos são alvo de atentados terroristas: em 1972, em Munique, um grupo palestiniano fez reféns 9 atletas da delegação isrealita, que acabariam por morrer horas mais tarde, uma vez que as negociações se mostraram infrutíferas; nas olimpíadas de Atlanta em 1996, um engenho artesanal foi colocado por um elemento de extrema-direita, matando duas pessoas e ferindo mais de uma centena; por fim, nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, as autoridades receavam que a Al-Qaeda também aterroriza-se o evento. No entanto, as olimpíadas decorreram sem incidentes.
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